sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Catarse



Um arco-íris cinza estava no céu da sua vida revelando que nada deveria ser levado em consideração. Certo ou errado? Nada importava exceto seus impulsos frívolos. Ele sentiu o toque gélido da morte dentro de si roubando tudo que ele tinha de bom. O sol negro figurava a dor como protagonista no palco da sua vida. Por um longo tempo sentiu que o jardim do seu coração havia murchado. A boêmia era o seu modo de vida. Galgava a galope em seu cavalo, a insanidade, rumo às terras de Nárnia. Guiado como um marinheiro pela constelação da loucura viveu cada instante como se fosse o derradeiro, imensuravelmente, uma vida inconsequente, no entanto algo aconteceu em meados dessa rota, apesar de almejar nunca mais valorizar algo ele parou para cuidar de um passarinho que se encontrava machucado na estrada e levou-o consigo em sua trajetória. Agora tinha uma companhia agradável. Em troca da sua preocupação e zelo a ave cantava todos os dias trazendo esperança e paz para vida dele através das suas belas canções. O caminho foi modificado. Novos horizontes foram pautados para serem sua direção junto ao seu alado companheiro. Paulatinamente tudo que havia de obscuro nele foi amanhecendo. Dor? Isto se tornou passado. Apenas lembranças de infortúnios da vida que servirão como aprendizagem. A ave-do-paraíso ensinou-o que na verdade o arco-íris não estava cinza, apenas ele não conseguia enxergar a sua verdadeira graça, cores, e o fez refletir tendo como fruto o pensamento: ”Aprenda que mesmo nos dias mais chuvosos depois de toda tempestade há um arco-íris para demonstrar que as coisas ruins acontecem para coisas melhores acontecerem.”.  
                                        
15 de abril de 2012

 Clayton Levi

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