sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dualidade



            Sou a morte da bezerra, sou mais um filho do pecado, sou o câncer da vida, sou a solidão do poeta, sou a crise existencial, sou Os Sofrimentos do Jovem Werther, sou o fim do mundo, sou o tédio da vida acadêmica, sou a ironia e sou o Triste fim de Policarpo Quaresma, entretanto também sou o amar ao próximo como a si mesmo, sou o grito de emoção ao ter passado num concurso público, sou os beijos voluptuosos dos primeiros dias de namoro, sou a felicidade da criança ao ganhar um presente dos pais, sou o Sorriso de Monalisa, sou o romantismo, sou a luz no fim do túnel, sou a fé de Abraão, sou a luz do mundo, sou o amor incondicional da mãe pelo seu filho, sou o sorriso espontâneo da moça apaixonada e sou a pureza da criança.

             Sou O Casamento Entre O Céu e a Terra, sou luz e trevas, sou morte e vida. Sou fé e razão. Sou ying yang. Sou essa eterna dualidade do ser humano.

              Imagine a vida como seria cinza se não existisse o delírio. Como seria a poesia se só decodificássemos as palavras ao invés de ir além do que o autor disse. Qual seria o tom da vida se não pudéssemos sonhar? Delirar! Delirar! A cada momento a vida me faz delirar com momentos que existiam apenas na minha mente, esperando para serem vividos e eternizados na vida real.


 14 de setembro de 2012
Clayton Levi

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