domingo, 31 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Musa renascentista
De revistas de moda é assídua leitora,
Na arte do pensar é uma "admirável" instrutora!
Na futilidade é uma notória especialista!
Tudo isso é apaixonante!
Tudo isso é apaixonante!
Ela é sincera tal qual a identidade
De uma pessoa em um baile de máscaras.
É irrisória perto de suas roupas caras,
Para ela, a penúria da humanidade.
É irrisória perto de suas roupas caras,
Para ela, a penúria da humanidade.
Tudo isso é cativante!
Sua personalidade é demasiado glitter.
Os seus lábios são saborosos
Como a iguaria de animais asquerosos.
De ladra é o seu honroso caráter. Tudo isso é estonteante!
O tom do seu esmalte é mais interessante
Do que o conteúdo de um bom livro.
Estou amando-a. Como dela me livro?
Apesar de tudo, o decote dela é provocante.
Tudo isso é luxuriante!
Do que o conteúdo de um bom livro.
Estou amando-a. Como dela me livro?
Apesar de tudo, o decote dela é provocante.
Tudo isso é luxuriante!
- Clayton Levi
segunda-feira, 18 de março de 2013
Aragem
"...Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento
vale a pena ter nascido...".
- Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa).
Uma moça pura retira-se do seu assíduo recanto
Onde são disseminadas as palavras do rabino sacrossanto.
Senta-se no chão, munida de um lápis e o seu confessionário peculiar,
Seu diário, e se põe a confessar buscando se aliviar:
No meu coração guardo um pintor da bondade
Que sonha colorir o mundo com dignidade.
(sobre)viver nesse mundo cinza-ganância-egoísta
É deprimente. Tenho orgulho de ser altruísta.
Onde está o tão falado amor ao próximo?
Onde se escondeu o sentimento de dor
Pela tristeza do seu amicíssimo?
Pessoas hipócritas! Culpam o Acusador
Pelos seus próprios execráveis erros.
Coloco-me em estado de luto eterno por seres dessa linhagem.
Escondem-se atrás das mães como desmamados bezerros...
De repente, tudo se esvai ao sentir em seu rosto a carícia da aragem.
- Clayton Levi
A busca
Vivemos em um mundo repleto de pessoas-cobras que afastam pessoas legais de nossas vidas, envenenam nossas almas e as matam vagarosamente com palavras peçonhetas! Diversas pessoas pensam saber algo sobre nossa vida. Quantas dessas pessoas já enxugaram nossas lágrimas? Quantas dessas pessoas já seguraram nossas mãos e nos deram forças para seguirmos em frente? Vivemos em busca de alguém que leve embora nossa solidão. Vivemos em busca de alguém que tenha a coragem de ser sincero. Vivemos em busca de alguém que possamos confiar. Vivemos em busca de alguém que consiga despertar o melhor em nós. Sorrir um sorriso franco é encontrar alguém que possamos dividir nossos mais íntimos desejos e poemas melancólicos. Vivemos em busca desse alguém no meio de um covil de víboras. Vivemos em busca de ser respeitados pelo que somos. Vivemos para conseguir viver em paz com nós mesmos. Na vida a felicidade é encontrar alguém que nos faça ter a facilidade para expressarmos os nossos sentimentos e pensamentos. Vivemos em busca de alguém que possamos ser nós mesmos sem medo de parecermos ridículos. Vivemos em busca de alguém que possa nos traduzir quando nós não conseguimos nos entender.
- Clayton Levi
quinta-feira, 14 de março de 2013
A poetisa e a lua
O eterno espanto
"Que haverá com a lua que sempre que a gente
- Amanda Mirleide e Clayton Levi
"Que haverá com a lua que sempre que a gente
a olha é com o súbito espanto da primeira vez?".
- Mario Quintana
- Poetisa:
Ela vem com uma surpresa de um brilho intenso,
Que envolve a nossa admiração
Para a sua mais magnífica apresentação.
As estrelas são a sua mais fiel plateia.
As nuvens aparecem e desaparecem,
Como em intervalos para cada ato.
A cada aparição de tua grandeza,
Me torno fã de tua beleza.
Pois tu levaste minha tristeza
De uma saudade sem certeza.
- Lua:
Ó, poetisa, que cantas os meus encantos
Não sabes o quanto a invejo!
Podes versar a quem quiseres.
Estou aprisionada na abóbada celeste
A observar as nuances da vida.
Invejo-te por possuires a capacidade de amar.
Não posso! Não posso! Não posso deleitar-me
Com a ardência de um abrasador beijo...
Não posso! Não posso! Não posso sentir
O conforto de um abraço estreito...
Tantos outros atos, mas não posso desfrutá-los, poetisa!
Ó, poetisa, invejo o teu alumbramento ao veres a mim.
Poetisa, ames sob a minha prateada luz,
Sinta a minha deplorável inveja emanar
Na tentativa de ser presenteada
Com mais versos de néctar escritos por ti.
Que envolve a nossa admiração
Para a sua mais magnífica apresentação.
As estrelas são a sua mais fiel plateia.
As nuvens aparecem e desaparecem,
Como em intervalos para cada ato.
A cada aparição de tua grandeza,
Me torno fã de tua beleza.
Pois tu levaste minha tristeza
De uma saudade sem certeza.
E em meu coração apaixonado,
Sempre consegues trazer o meu amado.
Porque tens o poder de união
Com a poesia do teu encanto
De fazer um encontro
Sempre consegues trazer o meu amado.
Porque tens o poder de união
Com a poesia do teu encanto
De fazer um encontro
De dois corações numa só dimensão.
- Lua:
Ó, poetisa, que cantas os meus encantos
Não sabes o quanto a invejo!
Podes versar a quem quiseres.
Estou aprisionada na abóbada celeste
A observar as nuances da vida.
Invejo-te por possuires a capacidade de amar.
Não posso! Não posso! Não posso deleitar-me
Com a ardência de um abrasador beijo...
Não posso! Não posso! Não posso sentir
O conforto de um abraço estreito...
Tantos outros atos, mas não posso desfrutá-los, poetisa!
Ó, poetisa, invejo o teu alumbramento ao veres a mim.
Poetisa, ames sob a minha prateada luz,
Sinta a minha deplorável inveja emanar
Na tentativa de ser presenteada
Com mais versos de néctar escritos por ti.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Dom Casmurro
"Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham.". - Dom Casmurro (Machado de Assis).
Fito meu olhar no seu. Um olhar de admiração
Tal qual o de um devoto ao ver finalmente o seu deus.
Não pense que os seus olhos oblíquos e dissimulados
Não pense que os seus olhos oblíquos e dissimulados
Irão ter o que você quer, Capitu. Eles são exímios poetas,
Porém não acredito em nada do que eles me contam.
Meu olhar é cego para tamanha falsidade.
Seus olhos proferem mentiras, mentiras contidas
Nos melhores sonhos adolescentes.
Seus olhos dizem me amar, mas sou cético a tamanha ilusão.
Cigana, seu corpo em conluio com suas pérolas negras
Tentam me fazer ter fé. Não acredito!
Mentiras assim deveriam causar suicídio
Instantâneo a quem ousasse proferir tamanho sacrilégio.
Aquele menino ingênuo que você conheceu, anos atrás,
Tornou-se um homem observador e meticuloso.
Homem que daria tudo que possui para extinguir
Todas as pessoas da sua índole da face da terra.
Todas as pessoas da sua índole da face da terra.
Capitu, eu sei do seu afeto por Escobar... Sempre soube.
Bem
sei que todos lhe desejam. Todos sonham em sentir
Os seus lábios junto
aos deles. Devaneam saborear dos seus
Encantos entre quatro paredes. Sinto lhe dizer, não sou
Igual a todos, desejo algo que você não pode oferecer
A minha alma, desejo um amor a dois, um sentimento
Sincero e
ímpar. A sua alma é mais promíscua do que
A da meretriz mais formosa do prostíbulo da esquina
E nunca poderá suprir o meu desejo.
Eu almejo um amor que me faça agir como Orfeu.
Eu almejo um amor que me faça agir como Orfeu.
Um amor que me faça descer até o Tártaro,
Apenas para resgatar o melhor de mim.
- Clayton Levi
sexta-feira, 8 de março de 2013
Amar é transcendental
Um homem para
Ser precisa apenas de
Uma mulher inteligente
A pior solidão
É estar acompanhado
E se sentir sozinho!
Uma relação entre
Dois corpos não é amor!
O Amor transcede o coito!
Amor é o encontro
De duas almas interessadas
Em proporcionar o
Bem-estar uma da outra
Além do bem e do mal.
- Clayton Levi
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