Páginas

domingo, 7 de outubro de 2012

Versos... Apenas versos bobos...


Versos... Apenas versos bobos... Versos que surgem de um coração que escreve sem se preocupar com métrica, assim como o sonhar é ter liberdade ele escreve em versos livres.
 
Ser poeta é escrever sobre a sensação causada pelo perfume de uma rosa, é falar do brilho das estrelas no olhar da amada, é sonhar acordado todo o tempo, é encontrar a rima da dor com o amor.

 Amor é sorrir sem ter motivo ou sorrir quando o motivo é ficar feliz por nossa metade está feliz, é bom ficar feliz por ser a felicidade de alguém, é justo orar agradecendo todos os dias pela aquela pessoa ter aparecido em nossas vidas.

Cada momento que passam juntos é um verso novo.
De diversos momentos surge uma apaixonante estrofe.
Cada parte do poema é constituído de uma porção da história do belo e jovem casal.
Ela+ele=amor.

(Que versos bobos, coração sonhador, vc escreveu!). 

 Clayton Levi

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Viva o presente




"Sempre é preciso saber quando 
uma etapa chega ao final. [...]”. 
 Fernando Pessoa


 






A vida é tão linda para você perder tempo com acontecimentos tristes. A cada manhã podemos ver o milagre da vida por nossa janela, é o sol ofertando a sua luz majestosa para nossa existência. Você possui saudades do passado, pensa que apenas nele foi feliz. Contempla no futuro dias melhores, cria expectativas em dias que você será feliz, mas nem sabe se irão acontecer. Passado? Futuro? Viva o presente... Sorria, grite, estude, filosofe, escreva, converse, viva o presente com ênfase na alegria. Não deixe que nada atrapalhe sua felicidade. Não se permita nunca perder sua essência. Aprenda sempre com os erros que cometeu para não repeti-los. Lembre-se que um relacionamento é como um livro. Não permita que o vento passe a página por você, esteja sempre no controle. Só podemos prosseguir com total sentido para outra página ao terminarmos a anterior. Passar da página 17 diretamente para 19?! Ler um livro alternando as páginas sem concluir a devida leitura de cada lauda não faz sentido algum, atrapalha a compreensão do texto. É preciso dar atenção ao ato de ler quando estamos bem com nós mesmos e não quando estamos cansados, com a visão turva de sono ou por obrigação. Leia quando estiver com vontade, contudo não faça uma leitura fútil. Procure livros de qualidade. Aprenda a ler com serenidade e tente decifrar as entrelinhas. Torne-se um ótimo leitor e tenha sempre em mente: 



Não é a quantidade de livros que você leu na vida que importa, entretanto a maneira como você compreendeu os mesmos que determina sua aprendizagem.

  2 de outubro de 2012
                                                                                                      Clayton Levi

Dualidade



            Sou a morte da bezerra, sou mais um filho do pecado, sou o câncer da vida, sou a solidão do poeta, sou a crise existencial, sou Os Sofrimentos do Jovem Werther, sou o fim do mundo, sou o tédio da vida acadêmica, sou a ironia e sou o Triste fim de Policarpo Quaresma, entretanto também sou o amar ao próximo como a si mesmo, sou o grito de emoção ao ter passado num concurso público, sou os beijos voluptuosos dos primeiros dias de namoro, sou a felicidade da criança ao ganhar um presente dos pais, sou o Sorriso de Monalisa, sou o romantismo, sou a luz no fim do túnel, sou a fé de Abraão, sou a luz do mundo, sou o amor incondicional da mãe pelo seu filho, sou o sorriso espontâneo da moça apaixonada e sou a pureza da criança.

             Sou O Casamento Entre O Céu e a Terra, sou luz e trevas, sou morte e vida. Sou fé e razão. Sou ying yang. Sou essa eterna dualidade do ser humano.

              Imagine a vida como seria cinza se não existisse o delírio. Como seria a poesia se só decodificássemos as palavras ao invés de ir além do que o autor disse. Qual seria o tom da vida se não pudéssemos sonhar? Delirar! Delirar! A cada momento a vida me faz delirar com momentos que existiam apenas na minha mente, esperando para serem vividos e eternizados na vida real.


 14 de setembro de 2012
Clayton Levi

Principiamos a ser filósofos



            Principiamos a ser filósofos desde crianças quando começamos a nos questionar: "Por quê, mamãe? O que é isso, papai?". Somos questionadores natos de tudo que nos circunda e de nós mesmos. Negar isso é ser {insira seu adjetivo aqui, caro leitor (a)}. Somos insaciáveis, queremos mais e mais. Na era da informação, estamos em um banquete incomensurável e mesmo assim a nossa fome por saber não finda. Insaciáveis... somos insaciáveis, eternos glutões.

            Apesar de todo nosso apetite chegamos a um ponto do raciocínio que devemos nos dar por satisfeitos. Sistematizar, compreender o incognoscível, aquilo que não se pode conhecer, é como tentar tapar o sol com a peneira. Na literatura mundial nos deparamos com a dúvida: "Deus existe ou não?". Na literatura brasileira temos a grande questão do livro do primeiro presidente da ABL – Academia Brasileira de Letras -, "Capitu traiu ou não Bentinho?".

       Até grandes pensadores da antiguidade e os da contemporaneidade se depararam com uma questão desse patamar, entretanto com sua penúria em demonstrar o quanto estão certos se apropriaram de falácias que não provam nada. Por exemplo: “Deus é como o vento não posso vê-lo, mas posso senti-lo”, seria uma volúpia para nossa vida aceitar essa frase como uma verdade, seria como ficar aconchegados nos braços de quem gostamos no inverno, poderíamos nos saciar com essa frase e viver tranquilamente, contudo vem a razão e diz: “Como se não existissem os átomos e estes não pudessem ter sua existência comprovada.”.
         Ideias prontas como esta repercutirão até o fim dos tempos apenas para reforçar a ideia de que somos ignorantes por pensarmos saber das coisas, ínfimos pedantes, quando compreendemos a essência da frase:" Só sei que nada sei", do filósofo que é um marco na Filosofia ocidental, podemos por um fim em nossas inquietações, ficar satisfeitos e viver como se deve viver, amando a vida, amando pessoas mesmo elas sendo diferentes de nós, porque o amor nos faz enxergar as diferenças e mesmo assim aceitamos as pessoas como elas são.  Ame quem cuida de você. O amor não nos permite ver obstáculos, apenas pedras no meio do caminho que podem ser ultrapassadas, ame cada dia com uma paixão explosiva e tenha a certeza que o amor é a razão da vida, é ele que faz cada dia ser melhor que o outro. A paz mundial não se compara quando encontramos nossa paz interior. Amar, amar e amar eis o sentido da vida. 


                                                                                                                             
18 de agosto de 2012

Clayton Levi

Mergulhei profundamente em mim



Contemplo-te e alegra-me o que me dizes em silêncio, oceano imenso.
Inundas rapidamente com tua calma o meu âmago que outrora estava tenso.
Sinto-me satisfeito por ser quem sou, por estar onde estou.
Dentro de mim a vida tornou-se uma tarde dividida com quem cuida de mim.
Morreu afogado o que me fazia mal dando vida no meu interior a um doce jasmim.

Mergulhei profundamente em mim e retornei agora a superfície respirando felicidade.
“Primeiro viver, segundo viver e terceiro viver!”. Pensar assim é sentir serenidade.
Por toda a vida desejo que essa felicidade seja tão natural quanto respirar.
Faças de mim o teu eterno aprendiz, felicidade. Quero viver a ti admirar.
Os bons ventos do presente sopram ao meu favor quando guias o barco da minha existência.

Sentado na praia. Amigos ao meu lado. Pessoas passeando.
Uma criança que brinca, e a minha felicidade é maior.

Gaivotas gorjeiam a tua canção em meu ouvido, felicidade.
Todas minhas dúvidas se perdem, a tua harmonia preenche o meu ser.

A confusão se dissipa ao contemplar o horizonte a beira-mar.
Que os sorrisos durem como o amor de uma mãe.


 

3 de setembro de 2012

 Clayton Levi

Xeque-mate



A vida, às vezes, toma rumos que não podemos prever. Seria adequado se tivéssemos o poder de inserir um pouco de certeza no futuro incerto. Quem dera possuirmos a sagacidade na movimentação das peças essenciais para conseguirmos um xeque-mate ameno, sem ocasionar percas, contudo, assim como no xadrez escolhas são necessárias. Perder componentes relevantes é inevitável para findar o objetivo do jogo (qual a finalidade da vida? Alimentar a nossa centelha divina ou nos regozijar em deleites bestiais? Estar tal qual Hércules perante um caminho bifurcado e ter que decidir a estrada a ser galgada. Caríssimo, Sartre, concordo quando dizes que a liberdade é uma prisão), faz parte do funcionamento da vida observar boa parte das pessoas desmoronarem ao nosso redor. Somos o rei. O jogo continua enquanto não nos mantivermos prostrados e seguirmos adiante com esperança na vitória. Doravante tomemos a coragem de Davi para abater qualquer gigante que obstrua a realização de nossos sonhos. Tenhamos a sabedoria de Salomão para lidar com magnas decisões. Sejamos esperançosos como os retirantes de Graciliano Ramos que mesmo diante do chão mirrado do sertão nunca deixaram de cultivar incessantemente o oásis dentro deles, a fé em dias verdejantes. Com a consciência de que por mais que o céu esteja opaco, ele não tardará a presentear-nos com a plenitude de sua opalescência ímpar.

Clayton Levi

"Eus"



               Sou o que eu quiser ser. Sou o que sinto, sou o que penso,  sou o que penso que sinto, sou o que sinto o que penso. O romântico, o irônico, o sincero, o cômico... Um multifacetado ser.


              Agora sou Caeiro, ontem fui Campos, num átimo posso ser Reis. Soares, Mr. Hyde e o Dr. Jekill habitam em mim? Sou um ser com tantos “eus” assim ou os “eus” são meu verdadeiro “eu”? Sou um Pessoa em mudança. Sou como uma árvore. Não sou uma folha, cada folha me constitui, cada folha é um “eu”. Cada “eus” faz o meu "eu" ser quem sou. 

3 de julho de 2012

                      
Clayton Levi