sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ano-novo

"Viver é não saber que se vive.
Procurar o sentido da vida, 
sem mesmo saber se algum sentido tem,

é tarefa de poetas e de neurasténicos."
(Florbela Espanca)




A aurora de um novo ano floresce
E acaricia o olfato de todos
Com o seu aroma de novidades.

O tempo se esvai
Como uma cascata arenosa a fluir,
Sem perder o fôlego,
Entre meus dedos.
E o que importa?
Vivo o agora em sua plenitude!

Nessa noite, vivencio o que já fui.
Descubro o que não sou.
Renasço como senhor da minha sina.

O céu olha com seus olhos negros:
O líquido glacial da garrafa
A aquecer sorrisos francos.
O poeta a brindar,
A cada "Trin! Trin!"
Surge um Éden momentâneo.

A alvorada confessa:
Para ser feliz não é preciso ter muito,
Mas ser em abundância.
É preciso amar a si mesmo
Acima de todas as "coisas".

(Clayton Levi)

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